Você sabe como é trabalhar no mercado freelancer?

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Se você chegou a este post, é bem provável que conheça alguém que atue no mercado freelancer. Essa modalidade está em ascensão e se tornou uma boa oportunidade para empresas e profissionais.

Porém, essa relação precisa ser bem estruturada para garantir benefícios a todas as partes.

Afinal, de um lado estão os trabalhadores sem vínculo empregatício. De outro, as empresas que os contratam. Esse ambiente é chamado de gig-economy e conta com algumas particularidades.

Então, como garantir o equilíbrio? Como é a experiência freelancer pelo ponto de vista de um profissional? E qual será o futuro dessa profissão? Todas essas perguntas serão respondidas neste post. Acompanhe!

A gig-economy e o mercado freelancer

O cenário de contratação de profissionais freelancers e autônomos é antigo, mas ganhou destaque nos últimos anos pelas modificações sofridas nas relações trabalhistas. Essa afirmação é confirmada por dados divulgados no site Profissas.

De acordo com as informações, 35% do mercado de trabalho nos Estados Unidos é composto por freelancers. Na União Europeia, a porcentagem é de 16,1%. O mesmo site ainda aponta que estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que a maior parte desses profissionais atua no segmento de serviços, sendo 50% dos homens e 70% das mulheres.

O restante é composto por arquitetos, assistentes online, fotógrafos, designers e especialistas de outras áreas. Por todos esses motivos, fica claro que a gig-economy é mais que uma tendência. Primeiramente impulsionado por grandes empresas da era digital, como Amazon e Uber, esse termo hoje é compreendido a partir de seus fatores políticos, econômicos e sociais.

O funcionamento do mercado freelancer

A falta de implicações trabalhistas e de benefícios faz do freelancer um profissional que encara um mercado bem diferente daquele enfrentado por seus pais e avós. Com a possibilidade de prestar serviços de qualquer lugar e atender a diferentes clientes, ele utiliza a internet a seu favor e passa a construir suas próprias oportunidades.

Por isso, a maior parte dos freelas integram a geração Y, dos Millenials — ou seja, os nascidos entre 1981 e 1996. Esse também é o perfil da redatora freelancer Fabíola Thibes, que trabalha na área de marketing digital há nove anos e dedica seu tempo integral à atividade há quase dois anos.

Segundo ela, o trabalho freelancer surgiu como uma complementação do salário, mas com a profissionalização e o aumento da renda extra, foi possível pensar em uma carreira sólida. Além disso, um fator que pesou bastante foi a realidade encontrada em sua profissão.

Graduada em Comunicação Social — Jornalismo, ela já tinha deixado de atuar na área de formação porque havia encontrado oportunidades melhores em outros setores. Essa situação é enfrentada por 22,98% dos respondentes da pesquisa Mercado Freelancer 2017 — realizada pela Rock Content, 99jobs e We Do Logos.

Além disso, percebeu que já conseguia ganhar como freela o equivalente ao salário como CLT — e tinha a oportunidade de ir além. Por isso, deixou de lado a garantia da remuneração fixa.

Desafios da vida de freelancer

As vantagens de trabalhar de maneira autônoma são variados, mas nem tudo é um “mar de rosas”. O levantamento Mercado Freelancer 2017 apontou que esses profissionais sentem falta de algumas coisas em sua rotina, especialmente:

  • estabilidade financeira (64,74%);
  • salário, 13º e outros benefícios da CLT (38,63%);
  • rotina definida (21,48%);
  • férias regulares (16,72%);
  • relacionamento interpessoal (15,19%).

Além disso, as principais dificuldades são:

  • encontrar clientes (59,52%);
  • definir o preço do próprio trabalho (49,47%);
  • conquistar espaço no mercado de trabalho (40,23%);
  • definir uma direção para a carreira (20,53%);
  • administrar a vida financeira (16,73%);
  • controlar os prazos dos projetos (16,34%).

No caso da Fabíola, os principais obstáculos foram a estabilidade financeira e a rotina definida. Para acabar com o primeiro problema, ela diz que passou a trabalhar para diferentes empresas e definir bons objetivos. Assim, afastou o fantasma da renda variável e conseguiu ter uma remuneração que chega a dobrar seu salário enquanto CLT.

Já no caso da rotina, foi necessário se organizar muito bem e entender quais métodos funcionavam melhor. Para ela, ferramentas de produtividade e mensuração de resultados — como Trello, Toggl, Planilha de Controle Financeiro para Freelancers e Quadro de Produtividade — foram essenciais em sua jornada.

Para conquistar clientes, ela utiliza plataformas (como 12,1% dos freelancers) e indicação (maior canal de aquisição, com 71,53%). Com isso, obteve vários benefícios e, principalmente, qualidade de vida.

Diferenças e vantagens em relação à CLT

Os principais pontos positivos de trabalhar no mercado freelancer são:

  • o estabelecimento de contatos e parcerias com várias empresas e profissionais, o que permite a um redator, por exemplo, escrever sobre diferentes setores e evitar o tédio;
  • a flexibilidade de horários, que permite conciliar estudos ou trabalho formal;
  • o melhor aproveitamento do dia, porque é possível trabalhar em casa e não ficar preso no trânsito;
  • a própria experiência profissional, que facilita a obtenção de conhecimentos variados e a execução de atividades diferenciadas;
  • a liberdade criativa.

Porém, para garantir todos esses benefícios, é preciso escolher bem a empresa que oferece freelas. O ideal é estabelecer um relacionamento próximo e profissional, que possibilite entrar em contato quando necessário. Além disso, a emissão de nota fiscal é uma garantia para as duas partes, já que há uma maior garantia de pagamento e recebimento do serviço.

Ter um ambiente inclusivo é outro diferencial, principalmente se for proporcionado por meio de ações realizadas pelo RH. Quando esse setor executa suas funções adequadamente, consegue engajar as equipes interna e externa e mensurar dados com ferramentas apropriadas, como o People Analytics.

Com a observação desses detalhes, você consegue se integrar melhor à equipe interna, mesmo que remotamente. Perceba que, apesar do freela ser um trabalho temporário, ele pode durar vários anos. Por isso, vale a pena investir na parceria.

O futuro do mercado freelancer

A gig-economy e, consequentemente, o trabalho freelancer são o presente e o futuro. No Brasil, a Reforma Trabalhista fortaleceu esse segmento — por isso, muitos profissionais começam com seu cadastro como Microempreendedores Individuais (MEIs).

Ao adotarem essa prática, conseguem garantir seus direitos trabalhistas e previdenciários, além de também poderem emitir nota fiscal. Essa facilidade, inclusive, foi um dos motivos que incentivou a Fabíola a se profissionalizar como redatora freelancer.

Assim, o especialista passa a ter uma visão empreendedora, essencial para quem quer ter sucesso na carreira e trabalhar nesse segmento por muitos anos (ou até o resto da vida). Como complemento, o estudo contínuo é fundamental, tanto para aumentar o leque de serviços oferecidos quanto para se estabelecer como referência.

Agora, no começo deste post, apresentamos os dados desse setor nos Estados Unidos e União Europeia. Mas e no Brasil?

Aqui, a expectativa é de crescimento do mercado freelancer. Nesse sentido, a pesquisa Mercado Freelancer 2017 apresenta que mais de mil profissionais querem entrar nesse segmento, sendo que 16,6% apenas não tiveram tempo de começar. Além disso, 76,03% esperam ter um aumento da renda e 68,52% desejam começar na carreira autônoma no prazo de 12 meses.

E engana-se quem pensa que esses profissionais simplesmente não encontraram vagas no mercado de trabalho ou encaram a profissão como um “bico”. O mesmo levantamento demonstra que:

  • 94,6% dos freelancers têm curso superior, sendo que 24,7% têm alguma pós-graduação;
  • 26,2% têm uma remuneração que varia de R$ 2 mil a R$ 5 mil por mês;
  • 37,1% tem apenas o freela como fonte de renda;
  • 55,42% não querem estar presos a uma empresa.

Portanto, o mercado freelancer é uma boa oportunidade para qualquer profissional, além de ser uma grande alternativa para as empresas. Além de contarem com profissionais qualificados e especialistas em suas áreas, reduzem custos por não precisarem se preocupar com os direitos trabalhistas e previdenciários.

Então, gostou de compreender como é trabalhar nesse segmento? Compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais e ajude outras pessoas a entenderem melhor como é a realidade do freelancer!

Este texto foi produzido por Fabíola Thibes, em parceria com a Rock Content.

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