A importância da diversidade no ambiente de trabalho

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A conquista de respeito e direitos por categorias tradicionalmente estigmatizadas — como negros, pessoas de grupos LGBTI, mulheres, indígenas, portadores de deficiência e afins — é uma mudança cultural que deve ser refletida em uma maior diversidade no ambiente de trabalho.

Isso ocorre porque, além das questões éticas e de responsabilidade social, o mercado sofreu alterações significativas com a transformação digital e o maior acesso à informação. Assim, atualmente, o pluralismo pode ser um verdadeiro diferencial e melhorar a performance das empresas.

A seguir, abordamos as principais razões pelas quais garantir a diversidade no ambiente de trabalho deve ser uma preocupação constante dos gestores de pessoas e de RH. Continue a leitura e coloque essa ideia em prática!

A adaptação ao ecossistema da empresa

As organizações não devem ser vistas como ilhas. Todo negócio existe em um contexto, o qual engloba clientes, fornecedores, sócios, concorrentes, órgãos públicos e demais entidades da sociedade civil.

O ecossistema gera a necessidade de entender o quadro geral e implementar mudanças. Do contrário, surgirá uma lacuna entre os valores, hábitos e costumes da empresa e as exigências do meio, o que, de fato, é algo prejudicial para a imagem da companhia e, consequentemente, a conquista de clientes.

Não por acaso, em um contexto de avanço das conquistas sociais, as empresas precisam investir na diversidade no ambiente de trabalho. À medida que o pluralismo se torna uma expectativa dos consumidores e dos profissionais mais qualificados, manter práticas incompatíveis com esse conceito pode representar um sério risco para o negócio.

Vale ressaltar que o RH e a Gestão de Pessoas são peças-chave dessa transformação, porque lideram os processos de recrutamento, avaliação e desenvolvimento de pessoas, além de atuarem para concretizar a cultura organizacional.

O impacto da diversidade na inovação de produtos e serviços

Um segundo motivo relevante para apostar no pluralismo é formar um capital intelectual com diferentes experiências de vida. Assim, haverá uma riqueza de concepções de mundo, hábitos, costumes, valores, posicionamentos, versões, vivências etc.

Essa base de conhecimento é fundamental para processar as demandas dos consumidores e, assim, aumentar a satisfação com os produtos e serviços entregues. Afinal de contas, como entender o que as pessoas querem ou do que elas necessitam sem um mínimo de informação sobre como elas vivem e se comportam?

Uma tendência que ilustra esse raciocínio é a contratação de estagiários idosos. A ideia-mãe, nesse caso, é buscar pessoas que alimentem as equipes com uma experiência completamente distinta da dos demais. Assim, o grupo — que, de outra forma, seria composto apenas de jovens — ganha novas possibilidades.

De fato, em relação ao aperfeiçoamento de produtos e serviços, o momento de maior contribuição da diversidade é a busca por inovação e insights. Um grupo homogêneo pode facilmente ficar preso às mesmas ideias, sem ninguém para pensar fora da caixa.

O efeito da diversidade na retenção de talentos

O desenvolvimento e a retenção talentos é outro ponto beneficiado pela diversidade no ambiente de trabalho. Afinal, muitas vezes, as empresas perdem bons profissionais pela dificuldade de adaptação às características de uma função ou equipe, e a ausência de pluralismo é uma das principais causas.

Por outro lado, é comum que os profissionais mais qualificados procurem ambientes ricos em conhecimento, deixando a questão financeira em segundo plano. Assim, também nesse quesito, o capital intelectual mais rico pode ser determinante.

E, se isso ainda não é bastante, há a própria tendência dos profissionais de desejar uma maior inclusão nas empresas. Isso porque a mudança cultural atinge as pessoas até mais rapidamente do que as instituições, que, normalmente, correm atrás do prejuízo.

As vantagens de uma empresa inclusiva

Ao lado dos aspectos levantados, outros tantos podem ser citados como vantagens de uma empresa inclusiva. Isso porque os efeitos diretos geram consequências secundárias e igualmente proveitosas. Veja alguns exemplos:

  • desenvolver uma marca empregadora, ou seja, um local em que as pessoas queiram trabalhar;
  • acessar novos mercados, especialmente nichos ligados a demandas específicas de minorias;
  • ter a responsabilidade social reconhecida pelos consumidores;
  • transmitir habilidades comportamentais relevantes entre os membros das equipes;
  • concretizar uma cultura organizacional capaz de inspirar e motivar pessoas.

Sendo assim, é fundamental que, enquanto profissional de RH ou Gestão de Pessoas, você entenda o seu papel relevante na construção de um ambiente de trabalho plural.

O papel dos profissionais de RH e de Gestão de Pessoas

Por lidarem diretamente com a composição das equipes, os profissionais de RH e Gestão de Pessoas estão na linha de frente da busca por uma maior inclusão social nas empresas. Por isso, leia as 3 dicas abaixo para lidar com essa responsabilidade e produzir resultados satisfatórios:

1. Fique atento à convergência de comportamentos

Ao se inserem em um grupo, gradualmente, as pessoas ficam mais parecidas umas com as outras, partilhando valores, hábitos e costumes. Por isso, a convergência de comportamentos, embora possibilite a criação da cultura organizacional, deve sempre ser observada com cautela.

O ideal é realizar constantes avaliações, para saber se os padrões de comportamento exigidos nas equipes são inclusivos ou discriminatórios, bem como se criam barreiras ao acesso por alguma categoria.

2. Utilize a tecnologia nos processos

Uma das grandes barreiras para a concretização de uma maior diversidade no ambiente de trabalho é o chamado viés inconsciente. Muitas vezes, um grupo pode ser de tal forma estigmatizado que, mesmo com o avanço social e o esforço racional para combater o preconceito, alguns resquícios permanecem enraizados e afetam os comportamentos sem que as pessoas percebam.

Por isso, uma das maneiras de combater injustiças é utilizar a tecnologia para tornar as avaliações e processos mais objetivos, bem como para criar uma base de dados em que seja possível identificar possíveis vieses.

3. Invista em conhecimento

Uma terceira dica é incluir o pluralismo como tema dos programas de treinamento da organização. Assim, com maior conhecimento, a tendência é que os próprios colaboradores se tornem agentes da transformação do ambiente da empresa.

Com efeito, aos poucos, a resistência às mudanças da cultura organizacional será flexibilizada, dando um maior espaço para incorporar a diversidade no ambiente de trabalho.

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Este texto foi produzido por Henrique Dener dos Anjos Rezende, em parceria com a Rock Content.

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